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Dia do Médico: Vocação e Saudade
São Lucas, amigo e apóstolo de Jesus, é também lembrado como médico. Por isso, a tradição católica consagrou este dia ao médico, e muitos países o adotaram como data de homenagem. Hoje celebramos o profissional que busca, na ciência e na compaixão, prolongar e melhorar a vida.
Para mim, o ideal desse ofício está nas palavras de Bezerra de Menezes: o médico verdadeiro não recusa visita por cansaço, hora ou distância; quem assim procede não é médico, é negociante. Essa referência ética ilumina a diferença entre técnica e vocação.
Recordo com carinho dois médicos de Balsas que encarnaram esse ideal: Dr. Roosevelt Moreira Cury e Dr. José Bernardino Pereira da Silva. Ambos dedicaram-se de corpo e alma ao povo sertanejo do Sul do Maranhão. Atendiam sem alarde, iam onde eram chamados, tratavam com respeito e humanidade; pagava quem podia. Honraram o juramento de Hipócrates com gestos concretos, não com palavras vazias.
Hoje, diante da escassez de profissionais dispostos a trabalhar nos municípios mais pobres, surgem soluções emergenciais e debates sobre políticas públicas. Mas a lembrança que guardo é outra: a da medicina feita por quem vê o paciente como pessoa inteira — com dor, história e dignidade — e não apenas como caso clínico. É essa medicina, praticada por homens como Dr. Rosy e Dr. Bernardino, que merece nossa homenagem e que deveria orientar qualquer reforma ou programa de saúde.
Minha homenagem vai a esses médicos e a todos os profissionais que, com desprendimento, mantêm viva a verdadeira vocação da medicina.
Moral: Técnica sem humanidade é insuficiente; a medicina plena exige compromisso social e coração.

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