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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

PEDRINHAS, CALCEM O MARANHÃO!

Quando criança, estudante do Grupo Escolar Professor Luiz Rego, na velha cidade de Balsas, Estado do Maranhão, ouvi pela primeira vez o Hino do meu Estado. Foi uma sensação incrível poder ouvir, mesmo sem entender direito, a estrofe que dizia: " Maranhão, Maranhão, berço de heróis ". Essa parte ficava ecoando nos meus ouvidos, mesmo depois de muito tempo. E ecoou mais ainda devido aos questionamentos que fazia, a despeito da idade juvenil, sobre quais eram esses heróis que o hino tanto exaltava. Lia tudo que dizia respeito ao Estado do Maranhão e confesso que não havia encontrado ainda esses heróis.  Só agora, depois de quarenta anos, pude realmente desvendar esse mistério sobre esses bravos heróis tão decantados no hino do meu estado natal! Sabe quem são eles? O povo maranhense. É exatamente isso! O mesmo povo que vota, confirma, reafirma e admira a família do senhor José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa, o Zé Sarney , como o maranhense tem o costume de chamá-lo.

GAÚCHO DA FRONTEIRA

   Se você ouvir falar em Heber Artigas Fróis talvez você jamais tenha idéia de quem se trata, porém se falar em GAÚCHO DA FRONTEIRA, aí o negócio é diferente.    Ele é um lutador das grandes batalhas para manter viva a tradição cultural do gaúcho que tem uma certa semelhança com a do povo do nordeste do país, principalmente pelo uso do acordeom ou sanfona como instrumento principal de expressão de suas culturas.   Inovador, criativo e engraçado, usa sua acordeona para viajar na vanera e outros ritmos. O forronerão foi o elo que faltava para dar a esse grande artista a proximidade com o povo nordestino. Conseguiu unir gaúchos e nordestinos pela música.    A esse grande artista o BALSENSE rende sua homenagem.    

JACKSON DO PANDEIRO

   José Gomes Filho era filho de uma catadora de coco, Flora Mourão, que lhe deu o seu primeiro pandeiro.     Nasceu em Alagoa Grande na Paraíba, embora ele mesmo se considerasse de Campina Grande, talvez por ser a maior cidade do Estado, Jackson do Pandeiro nasceu em 31 de agosto de 1919.    O nome artístico surgiu das telas do cinema: Jack, que melhorando o som ficou Jackson.   Aos trinta e cinco anos gravou o primeiro disco - LP em 1953, lançando a música "Sebastiana", de Rosil Cavalcanti.     Foi casado com a pernambucana Almira Castilho de Albuquerque vivendo com ela de 1956 até 1967.     Casou-se novamente com a baiana Neuza Flores dos Anjos, separando-se antes de falecer.   No Rio de Janeiro alcançou grande sucesso com "O Canto da Ema", "Chiclete com Banana" e "Um a Um".     Os críticos ficavam abismados com a facilidade de Jackson em cantar os mais diversos gêneros musicais: Baião, coco, samba-coco, rojão, além de marchin

A VIOLA DE RENATO ANDRADE

   Renato Andrade é mineiro de Abaeté, nascido em 28 de agosto de 1932 e falecido na capital mineira em 30 de dezembro de 2005.     Foi músico instrumentista e compositor. Iniciou seus estudos musicais tocando violino e após o retorno à terra natal identificou-se com o som da viola do qual não largou mais, aperfeiçoando-o ao ponto de colocar a viola caipira nos palcos da música brasileira. Foi um virtuose na viola caipira, fazendo dela sua razão de viver. É considerado e respeitado no meio musical da viola. Não se pode falar em viola sem tocar no nome de Renato Andrade. Passeava com a viola caipira do popular ao erudito.     Quero apenas que você desperte a vontade de conhecer esse grande brasileiro e procure por Renato Andrade quando quiser ouvir música tocada em viola caipira como bem poucos podem fazer.                                             Do programa Viola Minha Viola

BILÍU, O CANTADOR DE EMBOLADA

Bilíu de Campina hoje é, sem sombra de dúvidas, o maior dos representantes da verdadeira música raiz nordestina. Grande admirador do Jackson do Pandeiro , Bilíu também se tornou o maior intérprete do artista de Bodocongó, bairro pitoresco de Campina Grande-PB. Com Bilíu não tem forró mal feito. Sua peleja maior é pela divulgação do patrimônio extraordinário que o povo do Nordeste teima em abandonar, ao adotar o barulho produzido para consumo imediato e obediente às empresas produtores de "artistas de oportunidade". Bilíu é um baluarte da luta para manter viva a tradição que melhor representa o Nordeste brasileiro. Estamos juntos, meu velho. Vamos divulgar a boa música. Aqui não tem vez para incompetência. Quer ouvir coisa boa? Vá a Campina Grande e procure  Biliu! Se for para advogar, cai fora.

VIRTUOSE DA SANFONA NORDESTINA

   Se alguém falar em Severino Dias de Oliveira talvez você nem sequer imagine quem é o tal sujeito. Talvez até pense tratar-se de um “paraíba”. Acertou a segunda parte, pois o Sr Severino nasceu na cidade de Itabaiana no Estado da Paraíba em 26 de maio de 1930. Recebeu a primeira sanfona do pai exatamente no dia de Santo Antonio e daí até o dia 14 de dezembro de 2006 usou e abusou do instrumento. Ele, simplesmente foi um dos maiores artistas que esse Brasil já teve. Era um admirável executante do instrumento Acordeom ou Sanfona, como queiram. Fazendo-se conhecer inclusive no exterior pela sua maestria, era também arranjador, compositor, orquestrador e cantor.     Como sei que até agora você não sabe de quem se trata, vou revelar que SIVUCA era o nome usado quando se referia a esse maravilhoso virtuose nordestino da sanfona.