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Será mesmo Espiritismo?



   A minha proposta em dedicar esta postagem  ao Espiritismo baseia-se no fato de que, hoje em dia, apesar   de haver muita literatura discorrendo sobre o assunto, nota-se,  no meu ponto de vista, uma tentativa de abordagem muitas vezes fugidia das coisas naturais e da proposta do Allan Kardec, personagem tido por alguns "entendidos" da ciência espírita como um indivíduo ultrapassado. Essa não é minha visão, motivo pelo qual estarei neste Blog defendendo, se é que Kardec necessita disso, muito mais abordando temas pouco discutidos nos centros espíritas, onde, na grande maioria das vezes concentra a maioria dos tais "entendidos".

   A abordagem será feita de forma simples, humorada, porém com base nos postulados do mestre lionês.

   No Brasil urge dessa abordagem. Fervilham nas terras brasilis pacóvios deslindando as entranhas dos postulados doutrinários. É dever, como se sabe de antemão não haver no espiritismo hierarquia nem clérico remunerado, daqueles que podem falar sobre ele e de forma bastante descompromissada com essa natureza hodierna, explicar o Espiritismo em sua tríplice abrangência: científica, filosófica e moral. Não há, como bem deixou explicado por Kardec o aspecto vinculatório a denominações religiosas. Exige-se do homem não uma religião, muito mais um sentimento de religiosidade que o faz aproximar-se das coisas do Criador. O Espiritismo serve de base para todos as religiões do mundo aprofundarem seus conhecimento e resolverem questões em princípios insolúveis sem a aplicação dos conhecimentos da Doutrina dos Espíritos.

   O que se ver são centros que se dizem espíritas agindo tão somente como se igreja fosse, da mesma forma que as outras religiões. Palestras evangélicas em determinados dias da semana, com rituais quase chegando aos mesmos da igreja católica e às vezes tomam aspectos de verdadeiros cultos praticados nas igrejas evangélicas. As mesmas formalidades.  As mesmas obrigações.  As mesmas....enfim, deixa pra lá!
   Isso não é espiritismo, nem aqui, nem na China! E o que é pior, não é somente Barueri que sofre desse mal. Começamos pelas Federações, desligadas dos princípios da doutrina, muito mais apegadas aos da política.
   O Espiritismo nos trouxe uma proposta diferente da que hoje em dias nossos irmãos evangélicos fazem, e muito bem,  quando oferecem aos seguidores o paraíso da prosperidade. Vejam bem - prosperidade! A proposta da Doutrina dos Espíritos nos reporta mais além desse ambiente terrestre e que um dia todos nós, prósperos ou não, chegaremos ao término dos gozos das coisas daqui. Chega, enfim, a  vindita do espírito querendo os mesmos confortos no espaço sideral. E aí? As igrejas, todas elas terão que acorrerem ao Espiritismo para explicar aos seus séquitos o que de fato acontecerão com eles, inclusive com os sacerdotes, bispos, pastores, evengelizadores, enfim. E aqueles que militam há algum tempo na Doutrina dos Espíritos terão que ter essa visão responsável para que de forma caridosa possam amenizar o sofrimento dessas pessoas. Se agirmos como sacerdotes, ficaremos como sacerdotes, morreremos como sacerdote . Pregar evangelho sem ação e sem aplicação no dia-a-dia das pessoas? Isso já era! Verdadeiro campo de mina.
   O Espiritismo tem muito mais! É necessário despertar não somente o conhecimento, mas adquirir a sabedoria. Vamos em frente que atrás vem gente. Grande abraço a todos nós que sofremos da doença chamada "incompreensão do espírito".

Comentários

Anônimo disse…
Concordo em número, genero e grau meu jovem, só complemento com um ponto de vista de que penso que o espiritismo quando compreendido torna-se uma escola de vida para cada individuo, más que tudo que veem depois é o resultado daquilo que somos, então que busquemos ser o melhor para que tenhamos doutrinas ou religiões e sociedades melhores, quem sabe um dia possamos todos participar das mesmas regiões, doutrinas e filosofias.
valeu, fui, um abraço,
José Freire

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